Postagem de novembro, 2010

Na reclusão das formas

terça-feira, 30. novembro 2010 13:06

Na reclusão das formas
Posso ver através do meu olho vítreo
-Essa cúpula de fantasias e promessas de normas-
Um viajar derradeiro e único.

A decomposição dos heroísmos forjados
Na sombra do passado
No jogar de dados
Pelas mãos de uma criança

Que olhava para o universo
E su’alma se abria em identidade
Ao tamanho, à estranheza, à majestade
Desse manto noturno lúgubre e perverso

Que ostenta em si
A calmaria vigilante do aspirar dos deuses.
Porém, aqui,
Observamos que, às vezes,

Nada disso tem importância
E em outras faz o alarde
Da chama que em mim arde,
Nos infernos que forjei nos olhos obscuros da minha infância.

Aqui, apenas a final miscigenação
Ante a glória da putrefação
Do caminhar do humano jogado ao vácuo.
Tudo isso nos é nato.

Apenas vivenciei
   Dos dias
     Em que cadeiras foram colocadas nas mesas
       A dor das presas

Do coração!

Tal qual trevosa fera
Impera na destruição!

Agora
   Só rolam dos espaços
     Os abraços
       Que empreendi

Mas, aqui!

A calma é obscura!
Continuar? É loucura!
Parar? É insensatez!

Então, me jogo de vez!
O abismo está lá!
Naquele lugar
No qual nos recusamos olhar!

E falar
   É tão caro
     Que não raro
       Fico à desdenhar!

Desse inferno cotidiano!
Desse sentir humano!
Desse arquitetar tirano

De 5 dias nos quais jogamos o tempo ao tempo
Esperando ao relento do intento
Algo mais quente que corra por debaixo da tez!

“Agora é minha vez!”
         E rolam os dados…

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[Poetrix] Mania

segunda-feira, 29. novembro 2010 9:44

Lavei essa mão (SUJA! SUJA!)
E lavando saiu sujeira (E SANGUE! SANGUE!)
Tenho Outra Canção?

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Penalidades foram julgadas

sexta-feira, 26. novembro 2010 10:00

Penalidades foram julgadas
E medidas
Contra a irracionalidade do viver!

Regrar o ter
É como sonhar com a Besta-Fera
Que impera
Na destruição!

Vigiarei do alto da torre teu coração
E se não sonhares comigo
Quebrar-te-ei a união!

No fogo,
Nas chamas,
Violei tua emoção!

A sensação é branca!
É negro o temor!
É corrupto o cárdio-mantenedor!

Visci eviscerada forma
De sombras deixada
Caída em turbilhões de mentes convalescidas
Que buscavam um messias capaz de apaziguar a dor!

Olhos fixos no espaço
Para um mundo sem futuro!
Mão cuidadosa na abertura do compasso.
O círculo se fecha
E tudo fica escuro…

…Nesse subconsciencioso versejar…
…Menos a dor.

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[Tautotrix] Longinus Literário

quinta-feira, 25. novembro 2010 13:28

Louco lancei-me logo
Laceraram-me lanças languidamente
Lácio lírico loquaz

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Uma estrela (e tão somente)

quarta-feira, 24. novembro 2010 11:28

O peso da caneta em minha mão
Se demonstrou convidativo,
Enquanto eu, cansativo,
Tenho algumas dores para chorar.

Nesse lago de formas
No qual atirei a minha vida
Vi despida
Uma bela senhora
Convidativa à dores.

E hoje, farto de amores,
Deixo tal dama dentro do lago
Enquanto fora e nas margens deitado
Olho o rubor noturno
Ante a minha miscigenação!

As estrelas do céu
São como irmãs desdenhosas.
Enquanto a noite,
Mãe desgostosa,
Fica por mim à lamentar.

Olhando assim para o céu
Num dos fulgores noturnos me fixei
E sensação tal alentei
Que me é difícil descrever!

Vi na face daquele astro arredio,
Dessa ninfa que com as demais se recusa à brincar,
A minha vida toda escrita,
Despida
E arremessada contra minha face!

E eis que nasce
O fator devastador
Que ruge nas sombras!

E dentro da caverna
Os olhos da fera brilham!
Dentro da alma escura
Uma caserna
Onde lanterna alguma resistiu acesa!

Minha alma agora coesa
Pode sentir do poder a amplidão.
E na certeza
Da aspiração pelo vácuo
Enclausurou o meu coração.

O claustro liberta a minha razão!
A solidão impera na minha decisão!

E das sombras e luzes que separei
Medi o arco,
Observei no alto a esfera
E a espera me cansou!

Por quantos dias
E noites frias
Ficarei enclausurado na prosperidade
Buscando o chão do meu amor?

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[Letrix] Cidade

terça-feira, 23. novembro 2010 10:00

C
I
D
A
D
Exílio d’espelhos / espalham-se em milhas / milagre de ninguém

Este Letrix é a correção deste outro Cidade

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À Procura da Alma

segunda-feira, 22. novembro 2010 10:00

Andando pela terra
Com a mente viajando em céus
E o coração rasgando diferentes véus

Sigo.

Quis aqui edificar
O meu sonhar,
Numa busca sem fim que ele em si encerra.

Buscando os pedaços de mim
Perdidos neste mundo de formas sem fim
Caminho.

Enclausurado em tantos falsos ares.
Sonhando nostalgicamente com já visitados altares
Nos quais nunca estive sozinho.

Hoje, magicamente, ergo um pouco mais a fronte,
Contemplo o horizonte
E vejo o que há entre o centro e os extremos do meu ser:
Coisas que nunca cheguei a saber.

Não as via
E por isso acreditava que não existiam.
E duvidava
Porque assim meus pensares me restringiam.

Destruo a esfera do meu mundo
E vou voando em busca da minha alma!
Sou uma ave que saiu do ovo
E quer construir seu próprio ninho!

Vôo em busca da minha alma!
Essa amante desesperada,
Que chora dia e noite,
Esperando pela minha chegada!

Vou em busca da minha alma
E quero deixar de lado as ambivalências!
Segui o bem e segui o mal!
Segui à ambos e não houveram consequências!

Quero deixar de lado os extremos:

O desejo de purificar
E o desejo de corromper!
Agora, é seguir o coração
E deixar toda regra fenecer!

Vôo em busca da minha alma
Como o sedento em meio ao deserto.
Como quem sabe que seu objetivo é certo,
Porém, sempre tentou contorná-lo com calma.

E não quero mais a calma!

Tudo que quero é ver
O anseio divino ferver,
À mim, de novo, possuir
E minha trilha poder seguir!

Vou em busca da minha alma
Como quem buscou o poder!
Como quem buscou o vencer!
E agora vê que só a si quis ter!

Vou em busca da minha alma
Como quem quer as rédeas do seu destino!
Como quem quer seguir um desatino
De um sentimento que destrói a razão!

Vou em busca da minha alma
Como quem quis reformar o mundo,
Quis reformar à si mesmo,
Nada mais quis reformar
E viu que sempre andou a esmo!

Vou em busca da minha alma
Porque só quero poder abraçá-la de novo,
Poder deitar minha cabeça no seu ombro
E chorar tudo o que me obstrói o sono.

Vou em busca da minha alma
Porque no caminho da vida
Tudo que achei, comigo levei,
Mas, foi só esta alma
Que no caminho morrendo deixei…
…Que no caminho morrendo deixei…

Estou à procura da alma!

E por querer procurá-la
Já a toco!

Por querer tocá-la
Já a beijo!

E por beijá-la
Já vejo

Que entre tantas procuras
Esta sempre foi a do meu desejo!

E olhando todas as filosofias,
Todas as lutas travadas,

Vendo o sofrimento e a carência de sentido
De todas essas estradas,

Agora sim posso dizer,
Que de tantas caminhadas,

Foi buscando minha alma
Que todas quis empreender!

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[CCETrix] Cooperativa Brasil

quinta-feira, 18. novembro 2010 13:30

Cooperemos Capixabas Exilados!
Caíremos Colossalmente Enfastiados
Com Cambrés Executados…

Categoria: CCETrix | Comentar (0) | Autor: | 582 visualizações

Abro assustado os olhos pela manhã

quarta-feira, 17. novembro 2010 10:36

Abro assustado os olhos pela manhã
E já sinto o meu afã
Estou à um passo da desesperação

Venho de um pesadelo distante
Num mar de lúgubre embriaguez incessante
Vítima do ensurdecimento da razão

Minha alma em revolta
Nas névoas aguarda sua escolta
Para um desconhecido sepulcral

Eu estou me desfazendo
O tempo me corroendo
Sou um cadáver austero e banal

Pois passeiam pelo chão as folhas de outono
Mas eu sou um cão sem dono
Estou rastejando pelo cemitério fatal

As lágrimas da minha sede
É a minha vontade que cede
Caindo em desesperação final

Caindo na desesperação final…

Os pedaços da mente
São fotos do passado que atende
As necessidades desses dias de cão

Pois as recordações
São as alucinações
Das drogas que injeto no cotidiano…

…Suprindo as necessidades desses dias insanos

E sigo todo dia em frente
Empurrando minha carcaça decadente
Mas mente minha movimentação

Pois estou parado na vida
Com a cabeça apodrescida
Com os pedaços de um nada em ação

Racham as paredes do apartamento
Cai por sobre a terra o tormento
Dos dias que passam no vazio

A encanação está destruída
E a chuva que me intimida
É o círculo que me restringiu

Mas congelo minhas lágrimas
Pois o vento do inverno leva as páginas
Do ímpeto que um dia me atingiu

Nasci na primavera
Fui forjado no inverno
E assim meu coração se cingiu

No verão sequei
Esqueci tudo o que amei
E no outono fiquei amarelo e frio

Jogaram os dados da vida
E as estações perdidas
Escorrem pelos meus dedos

E a morte me aperta o ventre
Eu sou uma chama convalescente
Esperando o fechar dos teus medos…

Categoria: O Fim | Comentar (0) | Autor: | 639 visualizações

Precursora de “Apokolips”

sexta-feira, 12. novembro 2010 10:38

Alfabeto apocalíptico
Usado pelas criaturas
Que forjaram para si
Um lugar na caverna
Onde pudessem conversar.

Escondido hieróglifo
Nas encostas de um esquecido mar.

Categoria: O Fim, Rascunhos | Comentar (0) | Autor: | 691 visualizações

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