Visualizar todas as postagens arquivadas sob '3-Outros Autores'

[Vzyadoq Moe] [Letra] Desejos em Chamas

segunda-feira, 1. junho 2009 0:40

Aqui, na perpétua luz.
A escuridão da névoa;
“Onde está o velho símio?
Escrevo Epístola sobre o Homem”
-E que maldade vil é esta?

Certo de todas as coisas
De quando exatamente esgotaram-se:
“O sorriso contorna mil rostos,
Na glória das velas acesas”
-A cerimônia que atravessa as noites.

Do sitio a tal lenda persiste,
Fixando a imagem nas pedras;
“Criareis rituais penitentes,
Rezando até a hora do fogo”
-E que maldade vil é esta?

Fronteira de luz em sua testa,
Indumentária de sons, bruxaria;
“A prece que deveis entoar
Ao teto do mundo vos conduzirá”
-Torpor de tochas e chamas.

Jejua o poeta em seu lote,
Na palidez destas luzes de inferno;
“Dias se contarão nos dedos dos pés,
Pois que as mãos consolarão vossos seios.”
-Mas… dissipar-se-á a explosão?

Desejo em chama na aldeia,
Espectral vislumbramento, serialidade;
“Criareis templos nestas praças,
Descobrir-se-ão minúcias sobre o Homem”
-E que maldade vil é esta?

Fausto Marthe

Algumas palavras e grafias podem ser erros de português, simples artíficio do autor ou mesmo erro da gráfica. De qualquer forma mantive como estava no encarte.

Todo o material existente no site é de minha autoria, exceto aqueles (como este) cujo autor estiver indicado

Categoria: Vzyadoq Moe | Comentar (0) | Autor: | 87 visualizações

[Vzyadoq Moe] [Letra] O Incerto

segunda-feira, 1. junho 2009 0:30

Cinza e nevado
Seus picos ao longe, horizonte em retorno;
Estando de morrer,
Dominara da estrada ao pó das trilhas;
Preso à cavalaria,
Umidecido dos óleos da noite, pauis
-Está aqui e está ali.

Reflexo metálico,
D’um êxtase entregue aos dons da noite;
“Quero ser Deus”
-Quer é ser-tudo, necro e sórdido palhaço!
Sendo pó de estrada,
Quer ser-tudo, parvo rebento de mistérios tolos
-Está aqui e está ali.

Sendo surdo,
Ele – oceano – não chega a ver as mortes;
Chega já tão tarde…
À ronda do mistério seu, estático no ponto;
Cerca, cerca
A fuga cega, estando de viver ou de morrer?…)
-Está aqui e está ali.

Fausto Marthe

Algumas palavras e grafias podem ser erros de português, simples artíficio do autor ou mesmo erro da gráfica. De qualquer forma mantive como estava no encarte.

Todo o material existente no site é de minha autoria, exceto aqueles (como este) cujo autor estiver indicado

Categoria: O Outro Lado do Céu, Vzyadoq Moe | Comentar (0) | Autor: | 183 visualizações

[Vzyadoq Moe] [Letra] O Último Desígnio

segunda-feira, 1. junho 2009 0:20

Como desvendera os mistérios sombrios
Da finitude carnal,
Desprezando da vida o sopro,
Adoraria retomar sua farsa;

“Essa noite ela vem…”

Como ascendera às alturas noctígenas,
Cortando o próprio pulso;
E, desafiando do Céu os Santos,
Vencera as lutas todas,
Adoraria reeditar suas memórias;

“Essa noite ele vem…”

Como escondera seus erros de vida
Na escuridão, na “anti-existênicia”,
E’inda os esconde, na Dialética;
Adoraria remontar sua farsa…

“Esta noite ela vem…”

Fausto Marthe

Algumas palavras podem ser erros de português ou simples artíficio do autor, tais quais “desvendera” e “anti-existênicia”. De qualquer forma mantive como estava no encarte.

Todo o material existente no site é de minha autoria, exceto aqueles (como este) cujo autor estiver indicado

Categoria: O Outro Lado do Céu, Vzyadoq Moe | Comentar (0) | Autor: | 199 visualizações

[Vzyadoq Moe] [Letra] Junto ao Céu

segunda-feira, 1. junho 2009 0:10

Num corredor, em cobre e aço,
Azul-cruel, da cor do medo,
Vagueia, em ócio, minha alma,
N’ocultar da luz;

Quão distante de sua Terra,
Quão presente aqui, no Alto;
Retomando, e sem vontade, as posições…

“E não poderias mais lutar?”

São vários túneis e passagens.
Sonsa Paz, por sobre as minas;
Flores tão distintas, tão cinzentas,
Cânticos entoam, de fraseado ardente
-Já viveram tudo aquilo,
Sucessão d’outras paragens;
Significando múltiplo de sinos.

“E não poderias mais viver?”

Um mar profundo, o etéreo azul,
A infinita imensidão que desafia;
Contra este mito tudo corre em vão,
Contra esta morte tudo era contrário;
E estava bem, e estava mal,
E estava tão doente, a fome conhecia,
E estava tão fominta, no morrer-se…

“Então poderias retornar?”

Fausto Marthe

Todo o material existente no site é de minha autoria, exceto aqueles (como este) cujo autor estiver indicado

Categoria: O Outro Lado do Céu, Vzyadoq Moe | Comentar (0) | Autor: | 232 visualizações

[Vzyadoq Moe] [Letra] Não Há Morte

segunda-feira, 1. junho 2009 0:00

Estes Lagos se encontram aqui como depositários de pretensas parafernálias de minha autoria. No entanto abri este espaço (O Outro Lado do Céu) para coisas diversas.

Essas coisas diversas nesta postagem compreendem: fazer algumas divagações (estas sim provindas da minha cachola), reparar uma injustiça (de acordo com a cachola previamente citada) e publicar escritos de outrém (finalmente minha cachola não tem relação com o último; ou teria? Só se no sentido de aprovação dos mesmos). De qualquer forma me pareceu pertinente então aí vai:

Diz a máxima taoísta que o auge de um extremo leva ao seu oposto. Ou, como diria o I Ching, um Yang Velho se transformará num Yin Jovem e vice-versa. Dito isso faço duas analogias:

1a: O Twitter: quanto mais pessoas se segue na verdade menos pessoas se segue. O excesso de informação leva a ausência de informação.

2a: O advento do mp3: não raro me pego falando sobre a época em que de fato comprávamos LPs ou CDs. Comprar um CD era um evento (pelo menos para mim). Na maioria das vezes as coisas que queria ouvir tinham que ser encomendadas antecipadamente e vinham da Europa ou dos EUA. E havia toda aquela espera, aquela antecipação até a chegada do disco na loja. Quando o mesmo chegava ia para casa e me dedicava a ouvi-lo, me embrenhar no encarte, encontrar referências, digerir letras e assim por diante.

Hoje em dia tudo está imediatamente acessível. Conhecemos conjuntos de diversos lugares do mundo, dos mais diferentes estilos a distância de um clique de mouse. Mas a facilidade torna tudo banal, o que era advento hoje é corriqueiro e no vocábulo “Conhecemos” da frase anterior colocaria realmente aspas, porque o acesso a tudo nos leva ao acesso ao nada.

Tive essa teoria corroborada por um fato ocorrido neste final de semana: Um amigo me emprestou um CD de um grupo nacional da década de 80, o Vzyadoq Moe. Bom, se não houvesse o encarte nas minhas mãos onde pudesse ler a excelente poesia de Fausto Marthe ela me seria eternamente desconhecida, pois, mesmo ouvindo o CD, raramente se distingue o que o vocal canta (dado o estilo do grupo). Quem quiser saber mais sobre o conjunto e ouvir a soniridade pode encontrar algo no Trama Virtual e links para download dos discos no Webhermetica.

Enquanto ouvia a música Twittei sobre o grupo e quis procurar um link onde houvesse a letra para caso alguém quisesse conferir. Não encontrei absolutamente NADA. Haviam sim sites que falavam sobre a banda, mas letra? Nenhuma, em nenhum lugar. Aí está a injustiça que pretendo reparar publicando a letra de “Não Há Morte”, e o “outrém” cujos escritos pretendo divulgar aqui são justamente de Fausto Marthe, letrista da banda.

Pretendo colocar paulatinamente todos aos que eu tiver acesso (no caso os que se encontram no disco “O Ápice”). Segue o primeiro:


Não Há Morte

Ousaste n’infância temer a doença,
Lançaste ao vento mil sortes remotas;
Não estás na verdade em Alma e transe,
E o Amor urge, não tarda ou recua.

E se não sabes também caminhar,
E o Amor clama por ti, pelo Alto céu,
Deixe que as antigas amarras desandem
E nos visitaremos na distância ativa.

Digo; e se nada te fere ou rebate,
Então, qual remédio é a fonte, o final?
“Não há morte que sane nossos males”.

Nossas sortes fluem, como na correnteza,
E o Amor urge, não tarda ou recua…
Não há morte que sane nossos males?

Fausto Marthe

Categoria: O Outro Lado do Céu, Vzyadoq Moe | Comentários (1) | Autor: | 1.184 visualizações

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline