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O Poeta

sexta-feira, 17. dezembro 2010 10:00

O Poeta,
Viajante do obscuro,
Não percebe ou não quer ver
Que no seu querer
Não existe o delinear poderoso
Do verso que vem
Destruir formas,
Repugnar normas
E duvidar da fé.

Ergue entre súplicas
Mares de dúvidas,
Como se fossem muros aquosos,
Pontos receosos,
De solidão.

E com o olhar fixo no espaço
Destrói-se vida, morte e um laço
Que prende a sanidade à vida.

E se lágrimas escorrem da face,
Felizes ou inquietos, profundos ou satisfeitos,
Perdidos ou desfeitos,

Rasgamos nossos planos,
Desfazemos nossas promessas,
Jogamos fora nossa moral.

E num ponto infinitesimal
Foi encerrado o sentido
Invisível aos olhos nus.

A irracionalidade ou a racionalidade não fazem jus,
Mas a busca de uma ou outra também não.

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Quero cantar

segunda-feira, 13. dezembro 2010 9:51

Rasgo os títulos de minha mente.
Descrevo o que meu louco coração sente
Com os ditames que ele me dá.

A calma ilusão aparente
Só descreve o contorno indecente
Do caos que aqui está.

Se cantamos sós
(E loucos somos nós)
Mais loucos são
Os que se dizem com a razão…

…E não amam!

Porque louco é o meu amar
E se parece rápido e incerto
É que muito lutamos
Para cruzar o deserto…

…Da frieza!

Quero cantar versos
Porque meu sentir dardeja a mente
Querendo rascunhar neste universo
Aquilo que abarca sempre.

Se fugaz como luzes espaciais,
Que cruzam vazios sepulcrais,
Que enterram lendas abismais,
Parece o meu correr contente,

Feche teus olhos!

Pois minha felicidade inebriante
Para os não sonhadores é desconcertante.

Se abraço o sol da loucura
E se visto a roupagem menos pura
É porque livre é o meu pensar
E louco é o meu pesar.

Não preciso descrever
Em faces abertas
Os nuances do meu ser.

Velhos amigos aqui estão.
Há muito partiram,
Mas, voltarão…

…Quando o sol tiver se posto
Por trás do teu rosto
Amada do meu coração.

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Poesia cantamos nós que vivemos…

quinta-feira, 9. dezembro 2010 10:00

Poesia cantamos nós
Que vivemos sós
Sob a luz do sol.

Velejamos, velejamos,
Solitários levamos
A marca do pesar.

Choramos e vivemos,
Seguimos e nunca temos
Ombro para se recostar.

E se são poucos os versos,
Se vivemos dispersos,
É porque nos falta o amar.

Os pontos que se cruzam,
As encruzilhadas que se acham,
Passam longe daqui.

E se é pouca a vida
São muitas as lágrimas da despedida
Que nos trouxeram até aqui.

E se canto só
Vendo o vento levantar o pó
Do meu caderno,

No qual plasmo frustrações,
Separados corações
E desenho o mapa do inferno…

…Do meu humano inferno…
…Cheio de contradições!
Contraditas convulsões!

Alegria e ódio.
Riso e fantasia.
Dor e realidade fria…

…Que nos cerca:

Em despedida
   Quando os pássaros,
     Já cansados,
       Juntam os traços
         Do seu pesar!

           Se é rijo o vento,
             Se grande é o tormento,
               Voam mais alto
                 Pra calar

                   A voz que clama no peito
                     O humano direito

                       De amar,
                         De calar,
                           De sonhar,
                             Viver

                               E morrer…

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O coração é da tinta a medida certa

quinta-feira, 11. março 2010 12:03

O coração é da tinta a medida certa
Que exige a mente do poeta.

Na razão, na subconsciência,
Depositou-se a cadência,

Mas a alma de seus versos
Está na emoção.

Por isso, poeta não escreve:
Da vazão.
Por isso, poeta não descreve:
Da forma à sua visão,

Aos universos
Que carrega na imaginação.

O coração é a asa perfeita
Pela qual plana esse pássaro asceta.
Na amplidão, no céu que o seu abraço estreita
Foi-lhe atirada a seta.

Que o peito lhe penetra
E lhe aponta o solo,
Para o qual vai em resignação.

Tal qual novo Ícaro
Tomba quando perto do Sol!
E sua canção de poder mais lírico
A faz sempre quando pertence ao terrestre rol.

Olha para o alto
Com os olhos molhados!

Está tombado!
Está caído!

E sua face cai em agonia por sobre a terra!
Suas lágrimas fertilizam o solo que o mistério encerra!
Ó! Ele vive em aspiração!
Novo Tântalo em exasperação!

Leva suas mãos à face
E num esgar de nojo e sofrimento
Dá vazão à dor que nasce
Destilando sua alma do tormento.

Cerra os punhos
E com olhos fixos no nada
Brada:

“Ó! Dessa fruta celeste
Só queria o sabor!
Não! Bastava-me o odor!
Mas traz-me ao solo a gravidade terrestre!”

“Olho para aquela esfera luminosa
E deixo sua luz me transpassar!
Abro as minhas asas de forma orgulhosa
E num impulso divido os céus com as criaturas do ar!”

“Vou ao céu em busca das delícias noturnas
Que o sonho me trazia!
De firmamentos que tencionava tocar e não pude
Se acercava a minha fantasia!”

“Mas no ápice da intenção
É cera minha aspiração:
Derrete-se!
E com força volto ao local que de mim escarnece!”

E assim passa o poeta seus dias!
Suas próprias asas o atam ao solo
E como consolo:
Seu lápis e suas fantasias!

E como consolo…
…Seu coração.

O coração é a vertigem certa
Que exige a sanidade do poeta!

Na clareza, na transparência,
Foi depositada sua essência,

Mas foi na loucura
Que encontrou a resposta dos seus desatinos!

Os destinos
Lhe são claros,
E de tais lírios,
Tão raros,

Pode ver a teia intrínseca por sobre o jardim!

A vida lhe abre as portas
E assim o exorta:
“Te condeno à ver!”

E ao vulgo com carinho lhe cerra as pálpebras
Deposita-o nas sombras
Dizendo: “Adormecer.”

A vida lhe abre os segredos
E enredos
Em sua mente passa à tecer!

Mas quando quer plasmar seus mundos virtuais
A sorte lhe mostra os dentes cerberais
E fica dele à escarnecer!

O coração é o ponto certo
Que exige a morada do poeta
E quando dessas paragens chega perto

Na paz, na eloquência,
Fica ao alto,
Seus braços à estender!

Quando lhe ruge a fera,
Quando por sobre seus intuitos a morte impera,

Dá as costas,
Com a noite faz promessas e apostas

E, de assalto,
Parece se rejuvenescer!

O coração é da vida a coisa certa
Que exige o coração do poeta:

Se lhe dão menos
Odeia!
Se lhe dão mais
Ateia

Fogo nessa floresta de ilusões!

De fato tem asco de medíocres corações.

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Já me cai aos seus pés, ó musa cruenta

quarta-feira, 9. setembro 2009 10:45

Já me cai aos seus pés, ó musa cruenta,
Mas mesmo assim não cospe-me na razão!
Hás de viciar-me como se vicia a um cão
No servilismo infindável em busca de comida!

Lamberei eu eternamente os teus pés
E a emitir lamúrias passarei o meu tempo?
Ah! Este velho cão está largado ao relento
E sem dono há de adonar-se.

Adonar-se é um sonho!

Sonho que sonhado em profusão
Jaz em lassidão!
Em vicissitudes se sublima o cão
E de sublimar-se transforma-se num belo pano de chão.

O chão não é o limite para os Lúciferes.
Eles caem eternamente atravessando mundos
E vão para o vácuo eterno cultivar seus títeres.

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O Poeta lacrimeja no escuro

sexta-feira, 4. setembro 2009 8:55

O Poeta lacrimeja no escuro.
Se é negro ou inseguro
Talvez seja fácil ou não precisar.
…Talvez não seja tão fácil de legislar.

Mas, que é que conta afinal
Se nas páginas da insensatez
Foram somente lágrimas que te dei?

E das lágrimas vertidas ao léu
Quisera buscar desse conceito de céu
Uma paragem onde por trás dos belos cenários
Vermes de contos já centenários

Hesitassem em querer habitar.

Mas o coração e a mente
Exorbitantemente ficcionais
Aprisionam a alma à fantasias,
Heresias, imaginais.

Tal Tolkien corrupção
Cria Valar e Ainur em desproporção
E desse coração perdido,
De sentimentos despido,

Abusa até os limites da frieza.

Mas, que é que conta afinal
Se nas lágrimas da insensatez
Foram somente páginas que te dei?

Essas páginas que me são tão caras
Que não rara vez
São como correntes rasgando a tez.

E dessas correntes sou prisioneiro
Desde tempos imemoriais.
Volta tua mente aos dias lisonjeiros
E verás estúpidos sedentos de paz.

Mas, o poder cegou o coração
Com o brilho opaco de escudos empoeirados.
Mas agora, sentimentos massacrados,
Caem esmaecentes pelo chão.

Mas que é que importa afinal
Se nas lágrimas da ingratidão
Só te dei mais um motivo
Para continuar…

Categoria: L'Art | Comentar (0) | Autor: | 735 visualizações

{Po(v)e(r)t[r]y} Crítica ao poeta repetitivo (eu)

sábado, 3. janeiro 2009 6:30

O poeta perdeu a razão…
É um demente!
Agora vislumbra o mundo
Não com olhos ardentes…

…Mas, cansados e chateados…

Quer escrever, mas…
“Escrever sobre que?
Tudo já foi dito!”
E com olhos atentos
A todo movimento
Ele vê que é preciso duvidar.

Esse adepto da engenharia havaiana
Percebe que de fato é preciso
Derrubar muros e construir pontes.

Mas, quais são esses muros?
Sobre o que colocar tais pontes?

Muito esse velho repetitivo já falou
Sobre os muros da solidão
E os rios de ânsia
Que desembocam em mares de frustração!

E lá vai o tolo:
Velhas metáforas…
Velhas palavras…
Rimas cansadas

Que insistem em renovar o seu sabor
E tirar a paciência do leitor.

E dá-lhe “amor”!
Olé!

E lá vai o tolo:
Tonto no ponto…
No ponto de cair…
…Ao ponto de dissentir…
…De si mesmo
A esmo.

E dá-lhe “peso”!
Pesar!
Buááá!

Chorar. Lacrimejar. Não mais.

E dá-lhe “ergue os braços”!
Avante!
Iluminar o semblante!
Viajante…
Intolerante!

E dá-lhe um “versificante”!
Com vitamina C
Pra ver se se vê
Ou se se pode esquecer.

E dá-lhe “conformação e cegueira”!
Tanta asneira…
Orgulhoso,
Com o orgulho feito peneira.

E dá-lhe Arístipo!

E dá-lhe Sócrates!

“Arístipo,
Pelos furos da tua veste
Vejo a luz do teu orgulho!”

E viva Sócrates:
Humilde e bem vestido,
Com o vestido no embrulho
Pra patroa deixar
Ele tomar a birita com os amigos no bar!

E viva a vida!
“Viva eu, viva tu,
Viva o rabo do tatu!”
Há! Há! Há!

Categoria: AnarcoPoeticSongs: PoeticLongWayDisturb, L'Art, Poesias Ruins {Po(v)e(r)t[r]y} | Comentar (0) | Autor: | 716 visualizações

{Po(v)e(r)t[r]y} Ao feto morto de uma poesia não escrita (um aborto)

sábado, 3. janeiro 2009 6:20

Filho, feto da minha alma!
Te vejo agora morto nas minhas mãos!
Abortado foste por aquela que não teve forças
Para tirá-lo do coração!

Agora vendo teu semblante sem vida
Vem a mim cruel despedida
Da tua alma que agora está a vagar
Sabendo que, para o descanso, não terá lar.

Forma! Te vi gestado em meio a confusão.

Tuas partes foram má geradas
Em meio a múltiplos conflitos
De múltiplas encruzilhadas.

E agora que vens a tona,
O teu sentir disforme
E tua forma triste e sem vida
Provocam em mim a dor que consome.

E erijo para ti,
Ó alma errante,
Teu derradeiro túmulo de diamante!

O qual foi guardado aqui, no peito,
Esperando que viesse tolerante
Para depositar o teu semblante.

Toma asas,
Viajante dos ares!
Toma espaço,
Louco foragido de batizares!

Tua sombra projeta o tormento no meu ser.
Tua vida projeta morte no meu conceber.
Tua loucura é por demais arredia ao meu ver.

E agora criança-sombra
Chamo velhos pássaros:
Que voam rumo ao espaço
Ostentando na fronte seu pesar!

Voam em disparada.
Dura foi sua caminhada
E temem ao fim chegar!

Uniram o tormento,
Dispersaram o intento,
E sabem que não existe no mundo mais lugar!

Eles vêm agora, criança-sonho,
Buscar teu corpo morto e inerte
Em meio a essa poesia
Que minha alma agora verte!

Vê o por-do-sol, criança!
Eles te levarão para lá,
Onde nada se tem para ocultar.

Já chegam aqui os pássaros!
Já te tiram dos meus braços!
Já atravessam os espaços!
Sua partida já estou a contemplar…

…E a chorar…

Categoria: L'Art, Poesias Ruins {Po(v)e(r)t[r]y} | Comentar (0) | Autor: | 613 visualizações

{Po(v)e(r)t[r]y} Subconsciencioso versejar

sábado, 3. janeiro 2009 0:50

Unir a imagem ao fato
É algo abstrato
No meu escrever.

Parece que a poesia me escorre pelos cantos da boca
E de forma louca
Me faz delirar.

Parecem as palavras ligadas por correntes
Umas às outras e à pedaços de sentimentos incoerentes,
E quando se joga um extremo da mesma ao mar,
Se o peso for suficiente para o resto puxar,
Tudo da alma ela vai tirar
Até o poço da imaginação esvaziar
E secar
No meio de tantas rimas terminadas em “ar”.

E nada quer ensinar!
Meu versejar
Se assemelha mais ao vomitar
Do que ao divagar:
Vomitar de rimas terminadas em “ar”.

Bem, um extremo já foi ao mar
E a corrente não vai mais se alargar
Com essas rimas terminadas em “ar”…

Categoria: L'Art, Poesias Ruins {Po(v)e(r)t[r]y} | Comentar (0) | Autor: | 665 visualizações

{Po(v)e(r)t[r]y} Crítica ao poeta repetitivo (eu)

sábado, 3. janeiro 2009 0:40

O poeta perdeu a razão…
É um demente!
Agora vislumbra o mundo
Não com olhos ardentes…

…Mas, cansados e chateados…

Quer escrever, mas…
“Escrever sobre que?
Tudo já foi dito!”
E com olhos atentos
À todo movimento
Ele vê que é preciso duvidar.

Esse adepto da engenharia havaiana
Percebe que de fato é preciso
Derrubar muros e construir pontes.

Mas, quais são esses muros?
Sobre o que colocar tais pontes?

Muito esse velho repetitivo já falou
Sobre os muros da solidão
E os rios de ânsia
Que desembocam em mares de frustração!

E lá vai o tolo:
Velhas metáforas…
Velhas palavras…
Rimas cansadas

Que insistem em renovar o seu sabor
E tirar a paciência do leitor.

E dá-lhe “amor”!
Olé!

E lá vai o tolo:
Tonto no ponto…
No ponto de cair…
…Ao ponto de dissentir…
…De si mesmo
À esmo.

E dá-lhe “peso”!
Pesar!
Buááá!

Chorar. Lacrimejar. Não mais.

E dá-lhe “ergue os braços”!
Avante!
Iluminar o semblante!
Viajante…
Intolerante!

E dá-lhe um “versificante”!
Com vitamina C
Pra ver se se vê
Ou se se pode esquecer.

E dá-lhe “conformação e cegueira”!
Tanta asneira…
Orgulhoso,
Com o orgulho feito peneira.

E dá-lhe Arístipo!

E dá-lhe Sócrates!

“Arístipo,
Pelos furos da tua veste
Vejo a luz do teu orgulho!”

E viva Sócrates:
Humilde e bem vestido,
Com o vestido no embrulho
Pra patroa deixar
Ele tomar a birita com os amigos no bar!

E viva a vida!
“Viva eu, viva tu,
Viva o rabo do tatu!”
Há! Há! Há!

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