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O duplo assassinato de Camões e Renato Russo II

quarta-feira, 8. dezembro 2010 22:33

Selvagem consumia tudo pela sua frente.
Não via obstáculo, nem barreira,
Não via rio, não via gente.

Foi em desabalada matando tudo inconsequente.
Sem um oráculo era fogueira.
Desvario do imponente.

Tudo consumido dessa chaga não sobrou o que esquente.
Tíbia brasa, mera besteira,
De um amor intransigente.

-Idéia por Talita Benevenuto (Todo Pensamento do Universo“Devastado”)
-Escrito por Guto
-Pontos pós-cesária por Talita Benevenuto

Categoria: Suave coisa, suave coisa nenhuma | Comentários (1) | Autor: | 1.105 visualizações

O duplo assassinato de Camões e Renato Russo I

quarta-feira, 8. dezembro 2010 22:30

O fogo que um dia cultivei
Cresceu mais que esperava.
Consumiu o ar que respirei,
Consumiu a casa onde morava.

Nada mais tinha a oferecer
A esse fogo que se alastrava,
Por isso de súbito veio a fenecer:
Seu último suspiro, apenas, brasa

-Idéia por Talita Benevenuto (Todo Pensamento do Universo“Devastado”)
-Escrito por Guto
-Pontos pós-cesária por Talita Benevenuto

Categoria: Suave coisa, suave coisa nenhuma | Comentar (0) | Autor: | 639 visualizações

Do teu dia tomarei apenas esta pequena noite

quarta-feira, 9. dezembro 2009 9:00

Do teu dia tomarei apenas esta pequena noite,
Ó doce amada,
E no seu ocaso,
A madrugada,

Derramarei esses floridos versos de purpúrea forma.

É sábio dizer que não há norma
Que faça com que o coração indômito
Adormeça enleado de estranhos sabores.

O rigor, a dureza, o cáustico manar da palavra,
Perseguem a sua alma e a acorrentam à estrada

Da contusão.

Por isso o teu sorriso nunca me será caro o bastante
E sempre na cama me voltarei para o outro lado
Buscando inutilmente algo que estanque
O sangue da ferida feita no meu costado.

A chaga, a crueza, o duro manar dos dias,
Rígidos como rochas,
Austeros como canyons,
Enviam para adiante a minha existência

Empedrada pelos pedaços de madrugadas
Que como esta roubo de mim mesmo e entrego

Ao vazio.

Categoria: Suave coisa, suave coisa nenhuma | Comentar (0) | Autor: | 817 visualizações

Eu sei que de todos os dias

sábado, 10. outubro 2009 16:00

Eu sei que de todos os dias,
Da tua gestação foram os que o Criador mais cuidou.

Esmerar-se em ti seria o mínimo para Deuses:
Pele de seda, olhos de mel,
Corpo onde se figura toda a beleza que já se desenhou.

Eu sei que, de todas as formas,
Da tua é que um Anjo se adornou.

Adornar-se de ti seria o mínimo para Anjos:
Alma de cristal, coração de luz,
Asas que abraçam tudo que já se sonhou.

Eu sei que, de todas as pessoas,
Da tua é que meu Coração se apaixonou.

Apaixonar-se por ti seria o mínimo para Corações:
Gentil como a brisa, carinhosa como a relva,
Abrigo único e meu inestimável amor.

Categoria: Suave coisa, suave coisa nenhuma | Comentários (1) | Autor: | 877 visualizações

Espero a tarde

sábado, 3. outubro 2009 16:00

Espero a tarde
Como se ela fosse o meu lar.
Espero a tarde
Como se não houvesse o que mais esperar.

Espero
Porque a tarde vem cheia de esperanças,
Espero
Porque a tarde tem promessa de fragrâncias.

Tarde.
Alguns dizem: antes tarde do que nunca
Mas essa tarde tarda tanto
Faz com o tempo brincadeira maluca

Tarde:
Na beira do precipício te espero
Sentado a cismar sobre todas as sinas.
Eu caminhei muito e agora farto fico aqui
A contemplar o horizonte esperando e esperando.

A espera é tudo o que me resta.
Quero seus tons vermelhos de final de festa.
Quero o céu ensangüentado sem uma única fresta

De azul onde o nada possa contemplar.
O azul do dia não me interessa
Nele não há nada que possa me amparar.

Esse é o desejo que no meu peito arde!
E não há outra coisa que o possa apaziguar!
Vai! Morram Tempo e Espaço!
Deixem de me torturar!

Quero apenas a tarde!
Porque quando esta tarde chegar
Desfazendo todo o meu embaraço
Minha amada há de descansar

    Nos meus braços…

Categoria: Suave coisa, suave coisa nenhuma | Comentar (0) | Autor: | 739 visualizações

{Po(v)e(r)t[r]y} Você

sábado, 3. janeiro 2009 4:00

Eu penso em você
Enquanto um louco diamante
Continua a brilhar,
Doce amante.

Gostaria que você
Estivesse aqui
Pra me fazer sentir
O calor da vida que perdi.

Te adoro.
Basta ou será necessário mais?
Para mostrar
Os pontos iguais

Dos nossos destinos.

Ouço canções
Perdidas em sonhos.
Ouço sonhos
Perdidos em canções

Que foram cantadas
Por um louco que amava calmamente
As ondas do mar
Que buscam cada uma seu par.

Meus olhos foram vazados
Por uma verdade inegável!
E cego para as ilusões
Vejo em sonho uma verdade insaciável

Que quer me consumir!
Que quer estar ao seu lado!
E me levar a estar
No teu ombro recostado.

Palavras de amor
Sonhamos todos nós.
Não quero repetir
Versos dos que foram sós.

Não há lugar para sonhos aqui.
Tudo é calmo e tranquilo…

Que grande crise de inspiração!

Categoria: Poesias Ruins {Po(v)e(r)t[r]y}, Suave coisa, suave coisa nenhuma, Versos Medíocres | Comentar (0) | Autor: | 647 visualizações

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