Louco

quarta-feira, 23. março 2011 10:52 | Autor:

Louca espuma!
Fala fria!
Respirar quente!
Há! Há! Há! Demente!

Vivo, vivo e morro!
Grito, grito: Socorro!
Estou perdendo tempo!
Qual a direção do vento?

Não vê que estou atrasado?!
Meu amor na esquina espera!
Mas sua vida já não impera,
Pertence aos mortos da caverna.

Vede! Que anoitecer estranho é esse?
Que chega por vezes espreitando,
As mentes humanas acariciando:
Loucos sãos se tornando!

E eu que louco,
Com a loucura brincando,
Transformo pseudo-sanidade
Em uma conversa de comadres!

Pseudo-burrice! Pseudo-inteligência!
Pseudo-verdade! Pseudo-demência!

Desgraçados somos,
Seres de pó!
É impossível achar sentido
Sem sua cabeça dar um nó!

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[Poetrix] A Verdade sobre as Máximas XIV

terça-feira, 22. março 2011 16:23 | Autor:

Quem casa quer casa
Quem descasa também
Um fica, o outro vaza

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O uso do cérebro

segunda-feira, 21. março 2011 10:59 | Autor:

Questiono o uso
(Obscuro abuso)
Do cérebro que me deu
O prazer não meu!

Fica dentro da minha cabeça
A questionar do vácuo a natureza,
A olhar para o tempo de incerteza,
A desprezar a já escassa beleza.

Tateando ontens antigos,
Reclamando de ontens mais jovens,
Chorando sua juventude como castigo
Merecido por suas fatais viagens.

Escreve versos e traça ideais,
Fala de dias fatais
E sua suprema diversão
- Ah! É pensar como o cão!

Vejam que coisa absurda,
E se não vos parece confuso
À mim só causa dúvida:
Meu cérebro questionando seu uso!

Quis terminar os versos
Mas ele não me deixa espaço!
E vou delineando a seu prazer
No meu caderno traço à traço!

…Parece que se cansou…
Bem, se já me resta conclusão
É crer que a sanidade me deixou
E que a loucura há muito me alcançou!

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[Poetrix] A Verdade sobre as Máximas XIII

sexta-feira, 18. março 2011 10:18 | Autor:

Vamos pro cinema?
Te mostro
Com quantos halls se faz uma canoa

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Do sôfrego jardim das delícias

quinta-feira, 17. março 2011 13:32 | Autor:

Do sôfrego jardim das delícias
Vem ele dançando:
Ó ser humano!

Vítima e precursor de todas as sevícias
Lá vem ele flutuando:
Ó néscio insano!

Do coração de toda arte e ciência
- Que se tenha clemência -
Vil mundano!

Dos bailes!
Das luzes!
Dos fulgores!
Ostentando amores!

        Que se lhe dê flores!

                Cruel engano…

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[Poetrix] A Verdade sobre as Máximas XII

quarta-feira, 16. março 2011 14:57 | Autor:

Zoofilia:
Quem não tem cão
Casa com gato

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A transparência das lágrimas

terça-feira, 15. março 2011 10:05 | Autor:

Do vermelho o rubor
Ou o sangue
Já não nos interessa

Queremos apenas a calma pressa
Que consome dia após dia o enxame

De árvores ancestrais
Decaídas em meio à torrenciais
Ataques, depredações e vozes de comando.

Pois do verde das formas primevas
Nada restou além da transparência das lágrimas…

Mas nas páginas dos jornais
Em branco e preto vê-se claramente crescer a cor verde dos dólares.

O verde que, como das frutas,
É o verde da imaturidade
De uma humanidade
Mais degenerada e carcomida que velhas árvores.

E das árvores bipartidas
Queremos ao menos um epitáfio antes da asfixia da terra
Que no fim nos guarda e encerra.

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[Poetrix] A Verdade sobre as Máximas XI

sexta-feira, 11. março 2011 11:55 | Autor:

Alea jacta est!
Verdade! Bateu na minha cabeça
Me deu uma dor da peste!

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Uma moeda e uma enciclopédia

quinta-feira, 10. março 2011 13:20 | Autor:

Uma moeda para o tolo!
Uma forca para o sábio!
Uma enciclopédia para o bastardo!

Um doce lábio
Cortado em meio ao furioso brado
De se arquivileplanejar vinganças!

Maldita intelecção!
   Maldita dissecação!
     Rios de protoplasma!
       Ataques de asma!
         Ereções incontidas!
           Mulheres despidas
             Na imaginação!

Cruel, cruel brincadeira.
Infeliz, infeliz asneira
De pensar!

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[Poetrix] A Verdade sobre as Máximas X

sexta-feira, 4. março 2011 10:33 | Autor:

O marido brigou com mulher
Ainda há quem diga
Que só meteram uma colher.

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