Nós somos, nós tentamos

Cantar versos abismais,
Chorar lágrimas fatais
De tristezas esquecidas:
Estamos sempre falando da vida.

Tentamos esconder suas incongruências
Mas tanto faz:
Na decência e na indecência
Não há cadência, nem paz.

Tentamos em vão explicar
O fulgor do passado,
A passividade do presente
E o amargo sabor do inexperimentado.

Se o suor fosse todo nosso,
Se o fedor fosse todo seu…
Mas a mescla aqui não permite divisões,
Padrões e canções do seu e do meu.

Arrastai seus filhos para as sepulturas
Assim que eles escorregarem de seus ventres,
Ó formosas mães, cheias de doçuras,
Esta é a verdadeira filosofia dos crentes!

Qual é o padrão
Desta desregrada cavalgada
Que experimentamos nós
Que estamos sós?

Nos unimos por obrigação,
Nosso amor é só ilusão,
Por que construímos muros
Regras e morais para esta prisão!?

Bebei irmãos do néctar de uma vagina.
Urinai na boca de seus inimigos.
Sorvei comigo a essência da diversão.
Não será em vão!

Construamos uma casa de prazer.
Vamos dar cultura aos nossos filhos
Para que se tornem grandes fodedores,
Amantes do sexo e das belas palavras.

Vamos cantar uma louca canção.
Matar nosso mais fiel amigo.
Vamos nos destruir!
Essa é a nossa humana decadência!

Lágrimas da verdade!
Quem somos nós
Que vivemos tão sós
Aqui na escuridão?

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Autor: | 775 visualizações
Data: segunda-feira, 14. fevereiro 2011 13:53
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