Como caem lendas ideais

Como caem lendas ideais
Singram astros os vazios.
Seguem seu caminho circular e intraçável
E nesse caminhar pouco maleável

Acumulam histórias de tédio e transformação.

E o Sol entrega à Nebulosa o seu futuro.
A vida é um mar obscuro
Que não pede perdão.

O espaço é um negro profundo
Que pode ser contido nos ciclos do coração
E na perda da ilusão.

O Sol entrega o seu filho à Nebulosa
Que deslizará pela curvatura do espaço-tempo
Que será arremessado à distância pelo nascimento da SuperNova,

Mas são tão poucas as estrelas do céu
E tantas as crianças que dormem ao léu.

Estrelas renascem.
Crianças brilham.
Crianças fenecem.
Estrelas se consomem

Quando chamo seu nome.

Quando caminho ao relento
E me acompanha o vento.
Quando fico em paz
E passa o tempo

Medindo as distâncias
Entre o Mar da Tranquilidade
E uma conversa de covardes.

Mas continuam as rotações
E as órbitas.

Estamos caminhando.
Estamos nascendo, vivendo e morrendo.
Estamos retornando ao mesmo lugar:

Ao pó das estrelas,
Às nossas centelhas
De ilusão.

Aos nossos momentos e intentos
De dispersão.

E singramos espaços:
O cansaço levamos nos traços,
O caminho, no coração.

Autor: | 1.627 visualizações
Data: quinta-feira, 14. abril 2011 10:22
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1 Comentário

  1. 1

    ótimo poema, poderia ter mais nesse estilo!

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