Folhas límpidas

Limpa folha
Límpidos e horríssonos olhos
Mortais fatos
Coisas mortas
Cadáveres putrefatos
Idéias transcendidas
De transcendentais despedidas
Ponto, vírgula e traço
Nem tudo circunda o meu compasso
Se colocado no centro
De uma grande confusão
E se o sentido escorregou
Pela minha mão me deixou
Chorando os pontos não traçados
Em lagos límpidos de sana loucura
E já tanto tempo
Tem que o vento
Já não sopra por aqui
Volte um dia
Estou esperando…

Autor: | 1.852 visualizações
Data: quarta-feira, 13. abril 2011 14:30
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1 Comentário

  1. 1

    Estava com nhaca da vida…
    O bom-humor tem lugar na poesia livre. Ri muito da sátira da Banda.
    Tenho 1 único soneto de meu pai José Egydio Prata, com quem aprendi a rir em muitas situações, datado de Santos SP, 12 / 7 / 1961, descoberto após 29 anos de sua morte.

    Quis compor um soneto. Que fracasso!
    Nada escrevi de tudo que pensei;
    Diversas folhas de papel-almaço
    De alto a baixo, inteiras, rabisquei.

    Puxei pelo bestunto. Procurei,
    Olhando o céu, a lua e todo o espaço,
    Cansando a minha mão, cansando o braço,
    Tornar em verso aquilo que sonhei.

    Fazer versos precisa ter talento;
    Ter a “bossa”, afinal, ter competência
    E mais que tudo, ter inteligência.

    Por isso foi que num dado momento,
    Rasguei tudo que fiz, joguei na cesta
    E vi que eu não passava de uma besta…

    Oportunamente comentarei seus demais poemas.

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