{Po(v)e(r)t[r]y} Mundos de tinta

Como posso eu viver
Em tantos mundos imaginativos,
Entre os espaços criativos
Da minha mente salva da loucura

Pela loucura?

Abro os meus olhos
E ao meu redor
Vejo paragens
Dos livros cujas histórias sei decor!

Ciganas,

Mulheres ternas e doces,
Mulheres ternas e demoníacas,
Crianças de minha ânima provindas,
Verdades elípticas
De passados caídos!

Ó minha infância extraviada!
Minha adolescência enclausurada!
Minha juventude conturbada!

Rios de solidão descritos
Pelos meus versos proscritos,
Cheios de fantasia.
Espelhos negros de minha vida vazia!

Sonhos tão belos!
Delírios tão caros
De lírios tão raros
Nesses jardins!

E eu, que aqui vim,
Me pergunto agora
Pela demora
Pelo encontro com o sentido!

Pelo dia em que despido
Deixarei de dissertações!

E despido,
O fulgor perdido,
Ideal esquecido…
…Não!
Lembrado sempre!

Porém incompreendido
Pelas minhas atuais sensações!

Vida sem forma!
Vida sem norma
Para adaptações!

Ai! Cansado!
Malfadado
Largo a caneta,
Esse punhal!
Que dia à dia faço penetrar meu coração!

Meu sangue é azul!
Negro!
Vermelho!
Verde!
Multicor!
Quatro-cores!
Dores!
Odores!
Amores!
Sangram e sujam minha mão!

Ah! O sangue faz tanta pressão…

…Se não jorra um pouco
Parece que tudo vai arrebentar.

E não há como calar!

Não há como fechar
Essa ferida aberta no peito
Que clama o humano direito

De sonhar,
  De calar,
    De amar,
      Viver
        E morrer…

          …De esquecer…

…Tudo quanto escrevi
E tudo quanto senti!

Autor: | 592 visualizações
Data: sábado, 3. janeiro 2009 0:10
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