O Poeta lacrimeja no escuro

O Poeta lacrimeja no escuro.
Se é negro ou inseguro
Talvez seja fácil ou não precisar.
…Talvez não seja tão fácil de legislar.

Mas, que é que conta afinal
Se nas páginas da insensatez
Foram somente lágrimas que te dei?

E das lágrimas vertidas ao léu
Quisera buscar desse conceito de céu
Uma paragem onde por trás dos belos cenários
Vermes de contos já centenários

Hesitassem em querer habitar.

Mas o coração e a mente
Exorbitantemente ficcionais
Aprisionam a alma à fantasias,
Heresias, imaginais.

Tal Tolkien corrupção
Cria Valar e Ainur em desproporção
E desse coração perdido,
De sentimentos despido,

Abusa até os limites da frieza.

Mas, que é que conta afinal
Se nas lágrimas da insensatez
Foram somente páginas que te dei?

Essas páginas que me são tão caras
Que não rara vez
São como correntes rasgando a tez.

E dessas correntes sou prisioneiro
Desde tempos imemoriais.
Volta tua mente aos dias lisonjeiros
E verás estúpidos sedentos de paz.

Mas, o poder cegou o coração
Com o brilho opaco de escudos empoeirados.
Mas agora, sentimentos massacrados,
Caem esmaecentes pelo chão.

Mas que é que importa afinal
Se nas lágrimas da ingratidão
Só te dei mais um motivo
Para continuar…

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Autor: | 750 visualizações
Data: sexta-feira, 4. setembro 2009 8:55
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