{Po(v)e(r)t[r]y} Desespero

Conheceste já, caro leitor,
Uma alma pela qual te apaixonaste
E fez com que das demais tu desdenhaste
E só na primeira é que vias os olhos do amor?

Bem, gostaria de saber se acaso
Quiseste dela apenas ouvir palavras amorosas
Por toda a vida,
E traçastes planos, mesmo diante das idéias receosas

(De perder e fenecer),

Que possuíam abrangência
Para toda uma existência?

Gostaria de perguntar-te,
Assim desesperadamente e arrancando os cabelos
Ó leitor,
Se teu coração quando separado do dela só fazia apelos
De esquecer?

Gostaria, ó caríssimo e desconhecido leitor,
Se teu coração idealizou a tal ponto uma mulher
Que tua razão, mesmo diante dos fatos, aceitar não quer
A verdade que se demonstra com horror.

Gostaria ainda, ó estranho,
De saber se de instante a instante
Tua mente gritava – Não! -
Diante da insistente recordação.

Pois assim, e entre tantas outras prisões,
Divagam minhas emoções
Enclausuradas no padrão platônico
Do meu sentir agora catatônico!

Vêde, ó tu que viajas por estas linhas!
Eu que a alma cravada de esperanças minhas
Tive que arrancá-las uma a uma para que não me sufocassem!
E agora criaturas de vinganças voluptuosas brincam como se fogo me ateassem!

Ó caríssimo, dize-me! Explica-me!
O porque do rondar de tais destruições no meu existir!
Eu que só queria amar verdadeiramente
(Tantos são os que brincam com tais sentimentos tão indecentemente)
Fui obrigado a ver o arrancar de tudo rumo ao nada
E ver todo sentimento cair como se tudo não fosse piada!

Argh! Que dor insuportável!
Que lástima sem fim!

Me desviando… Me desviando da lembrança inevitável.
Pra que carissimo?

Eu só queria a amar…
Só amar…

Autor: | 680 visualizações
Data: sábado, 3. janeiro 2009 2:50
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