{Po(v)e(r)t[r]y} Na distância você está

Na distância você está.
Teu coração longe de mim também está.
Meu coração está querendo te abortar
Para que as fantasias que forjei
Não fiquem mais à me importunar
E nem os sonhos que suscitei
Continuem a ódio em mim provocar.

Agora estou tendo
Delírios de poder!
Minha alma antiga está fenecendo
Diante do nascimento deste novo querer!

Pois a cada dia que passa
E cada vez mais
Quero manter tua alma na distância
E reduzir ao pó
Na minha vida tua importância.
Essa é minha real instância!

Estou entre os jogos da ira
No anseio de finalmente te amaldiçoar!

Te condenar ao Inferno!
Te enviar ao Averno!
Te reduzir ao pó!

Minha alma ambígua
Só pode viver em extremos
E é só isso que vemos:

Eu a lhe cobrar o amor
E você a me repugnar com fervor!

Então, a cada dia que passa,
Se acerca de mim a fúria!
E no momento em que minha egocêntrica natureza
Te fizer a final injúria…

…Estarás condenada!
“Seja amaldiçoada!”

E eu, livre enfim,
No meu confim…

…Confinamento de orgulho e ódio,
Bêbado e sóbrio…
Romântico e solitário…
Um demônio e seu salário…

Autor: | 600 visualizações
Data: sábado, 3. janeiro 2009 1:50
Trackback: Trackback-URL Categoria: Poesias Ruins {Po(v)e(r)t[r]y}, Separação: Dores de parto e outras dores

Feed para a postagem RSS 2.0 Comentar esta postagem

Enviar comentário

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline