Grilhões os forjamos todos os dias

Grilhões os forjamos todos os dias,
E, em meio a tantas monotonias,
Quem afirmaria que é insensatez?

Nas regras do desregrado viver
Se quebra em pedaços de sôfrego prazer
Quando o orgulho se enaltece como parede
E nos cerca impedindo a saciedade do coração a sede.

E jogando os jogos das gravatas e honrarias
Seguimos as nossas conclusões precoces ou tardias
Pois a palavra se prende aos músculos
E o desejo nos produz Súcubos.

Olhares nos fazem esmorecer a vontade,
Ocultamos nossa alma atrás da mediocridade
E dizemos “Bom dia” com a morte estampada no rosto.

O tédio profundo provoca desgosto
Mas a fome de nada nos faz levantar toda manhã
E as palavras açucaradas nos fazem sorrir ao afã.

Mais dia, menos dia, nosso corpo fenece.
A dor é a única que cresce
Enquanto na corrupção do espírito
Há muito já não se dorme tranqüilo.

“Vá lá e sorria!”

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Data: quinta-feira, 1. outubro 2009 13:40
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