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Reflexos – parte iv

terça-feira, 24. novembro 2009 9:35


Parte I
Parte II
Parte III

IV

Abro espaço entre os círculos e as esferas.
Aqui, feras, não deixam nenhum traço

De embarcação sobre mar flutuante
Ou de faces de um lugar mnemósico-hesitante.

Estou apenas no mundo da imaginação.

No qual meu corpo nu,
Em meio ao obscuro,
Caminha
Por entre esses círculos de cristal.
Assim seguro
Caminha
Porém não seria de todo mal:

O crescimento dos jasmins
Ou o contemplar das metamorfoses de mim.

Os círculos ao meu redor flutuam
E há tantas faces distorcidas
Assim refletidas
Ao meu redor…

…Em círculos de cristal
Onde nem tudo é de todo mal…


Parte V
Parte VI
Parte VII
Parte VIII
Parte IX
Parte X
Parte XI
Partes XII e XIII (final)

Categoria: Considerações | Comentários (1) | Autor: | 1.727 visualizações

[Áudio] Metamorfoses de Mim

terça-feira, 27. outubro 2009 8:59

 

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Áudio de Metamorfoses de Mim

Primeiro post de audio. Deixem comentários me avisando se está lastimável ou simplesmente ruim, e o que pode ser piorado.

Grato

Categoria: 2-Áudio, Considerações | Comentar (0) | Autor: | 941 visualizações

Metamorfoses de mim

quinta-feira, 20. agosto 2009 7:35

Metamorfoses de mim
Foram expostas aqui
Para o público se divertir.

Quadros em exposição,
Molduras em esmaecência
Perdem por entre a decadência

A razão de se ostentar imagens por sobre um jardim de esferas de cristal.

Não seria de todo mal
Se sequer um jasmim
Quisesse crescer por aqui,

Mas, sob esse céu esbranquiçado,
Tendente à aparência do gessificado,
Só flutuam esses quadros de pública admiração
E esses mundos de vítrea formação.

Relva verde se espalha
E mortalha por sobre nossos olhos
Falha quando seguramos um universo.

Roubá-los do ar,
Tantos que são,
Não exige o arquitetar
De nenhum plano vilão.

Basta estender a mão ao alto
E roubar da árvore onde frutifica tanto dióxido de carbono como oxigênio
Retirando de sua flutuação
Esse círculo 3D de formato homogêneo.

Contemplá-lo é como rir da sombra
Que viaja rumo ao nascente
Fugindo do avançar do sol para o poente.

Atirá-lo numa moldura
É ver escorrer seu transparente sangue
Dissolvendo aquela imagem da loucura.

E se prisma fosse
E o prisma não fosse
Vegetariano
Decomporia o espectro arco-iridiano

Nas luzes do sol.

Agora,
Luzes por luzes,
Fica por isso mesmo:

Seduzes
Lilases
Fugazes
E és esfera por fim.

Por isso, sento-me toda tarde no meu jardim
E fico à contemplar as metamorfoses de mim.


Clique aqui para ouvir o áudio

Categoria: Considerações | Comentar (0) | Autor: | 995 visualizações

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